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Joana Latino e a violência doméstica na adolescência: "Deu-me um estalo"

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                    Joana Latino e a violência doméstica na adolescência:
Joana Latino e a violência doméstica na adolescência: "Deu-me um estalo" (Foto: Reprodução)

Joana Latino falou sobre uma experiência pessoal que passou ainda na adolescência. A jornalista estava a comentar ao processo de violência doméstica contra José Castelo Branco no programa "Passadeira Vermelha" e contou a história de uma relação tóxica que viveu quando era mais jovem. 

 

"Tive um namorado - era complexa a nossa relação -, que durou muito pouco tempo, um mês, na minha adolescência. Havia pressão sobre o que eu vestia, sobre o que eu bebia e, uma vez, numa discussão que não foi em público, deu-me um estalo. Foi o único estalo que levei na vida", começou por relatar.

"Uma pancada na cara, não sei se vocês sabem, mas quando levas uma pancada na zona da cabeça, deixas de conseguir... o abalo é tão grande, do ponto de vista físico, que não consegues pensar, não consegues reagir, não consegues nada", acrescentou. 

Logo após esta agressão, Joana revelou que "saiu porta fora e que tudo acabou naquele momento". "Mas isso fui eu que, numa determinada altura da minha vida... todos nós estamos sujeitos a cair nisto, a ser engolidos por isso. Naquele momento tive a força de dizer «não» mas há muita gente que não consegue", alertou ainda a comunicadora. 

Betty não podia comer: O controlo e as humilhações de Castelo Branco

Recorde-se que José Castelo Branco está a ser julgado por olência doméstica agravada no Tribunal de Cascais. Betty Grafstein alega que, durante cerca de 30 anos, sofreu agressões físicas e psicológicas por parte do marido. 

Na última sessão do julgamento, esta terça-feira, foram ouvidas testemunhas de acusação. 

Maria da Luz trabalhou na casa dos dois, em Nova Iorque, e revelou que o marchand d'art não deixava a mulher comer para que ela não engordasse.  "[Betty] atacava o frigorífico quando Castelo Branco adormecia", confessou a mulher em tribunal, segundo o JN. 

Já Abel Dias, amigo de Betty, falou dos abusos psicológicos. "O tratamento dele para ela era quase de empurrão. [...] Ele era assim também com a mãe, vi e chamei-lhe a atenção. Ele queria que ela fosse magra, que ela se pusesse direita. «Parece o corcunda de Notre Dame» [dizia Castelo Branco a Betty], simpático, não é? Com alguns amigos chamavam-lhe «velha»", explicou, segundo a SIC Notícias. 

Betty não podia comer: O controlo e as humilhações de Castelo Branco

Foram ouvidos depoimentos de testemunhas no julgamento de José Castelo Branco por violência doméstica contra Betty Grafstein onde há relatos que descrevem comportamentos controladores e de domínio por parte do socialite.

Notícias ao Minuto | 08:02 - 07/10/2026

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