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Verba do MNE sobe para 512 milhões em ano no Conselho de Segurança da ONU

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                    Verba do MNE sobe para 512 milhões em ano no Conselho de Segurança da ONU
Verba do MNE sobe para 512 milhões em ano no Conselho de Segurança da ONU (Foto: Reprodução)

O Ministério dos Negócios Estrangeiros (MNE) terá uma verba de 512,2 milhões de euros em 2027 (mais 7,7%), no primeiro ano do mandato no Conselho de Segurança da ONU, segundo a proposta de Orçamento do Estado.

 

De acordo com o relatório que acompanha a proposta do Orçamento do Estado para o próximo ano (OE2027), a dotação de despesa total consolidada é de "512,2 milhões de euros, representando um crescimento de 7,7% face à estimativa para 2026".

"O ano de 2027 será marcado pela presença de Portugal no Conselho de Segurança das Nações Unidas, enquanto membro não-permanente [no primeiro de dois anos de mandato], bem como pelo exercício da Presidência portuguesa da Aliança dos Países do Sul da União Europeia (MED9), reforçando a responsabilidade e a visibilidade do Estado português na promoção da paz, da segurança e do multilateralismo", referiu o documento, hoje entregue na Assembleia da República.

O mandato no Conselho de Segurança estará "no topo das prioridades da política externa", indicou a proposta, na qual o Governo afirma que procurará "assegurar uma presença ativa e influente neste órgão, promovendo a paz e a segurança internacionais, o respeito pelo direito internacional e os princípios consagrados na Carta das Nações Unidas, assim como manter a posição de Portugal no Quadro de Honra das contribuições para a Organização das Nações Unidas".

No plano europeu, "Portugal manterá um contributo ativo nos principais dossiês da agenda europeia, com destaque para as negociações do próximo quadro financeiro plurianual, o processo de alargamento da União Europeia (UE), o reforço da sua autonomia estratégica, a conclusão e aplicação de acordos comerciais com parceiros estratégicos e as iniciativas que visam a simplificação e desburocratização europeias".

As negociações para o próximo orçamento europeu (2028-2034) "assumem especial relevância", com o executivo a querer "salvaguardar os interesses nacionais, nomeadamente no que respeita à política de coesão e à Política Agrícola Comum".

"Manter-se-ão igualmente prioritárias as negociações e o processo de preparação da UE para o alargamento, com particular destaque para a adesão da Ucrânia e para o apoio político, financeiro e humanitário a este país, incluindo o contributo europeu para os esforços de defesa e reconstrução, mas sem esquecer os demais países candidatos, tendo sempre presente que o alargamento constitui um imperativo político e geoestratégico para garantir segurança, influência e coesão no continente europeu", referiu ainda o executivo.

O ministério de Paulo Rangel define também como objetivo o fortalecimento das relações bilaterais económicas, comerciais e culturais com os países da África não lusófona, do Médio Oriente e da região do Golfo, e com os principais mercados asiáticos.

Propõe ainda aumentar a presença nacional "em regiões emergentes ou de crescente relevância estratégica", nomeadamente através da expansão da rede consular no Indo-Pacífico - reabertura da embaixada em Manila, criação da embaixada em Baku e abertura de um consulado geral em Katmandu - e de uma revisão do regime do concurso de acesso à carreira diplomática.

O Governo quer ainda reforçar as ligações à diáspora portuguesa, "reconhecida como um dos principais ativos económicos, culturais e estratégicos da política externa nacional".

Do total da verba prevista para o MNE no próximo ano, quase metade - 244,4 milhões de euros - diz respeito a despesas com pessoal, enquanto 130,6 milhões de euros se destinam a transferências correntes, divididas em contribuições e quotas para organizações internacionais (67 milhões de euros), e as transferências para o Camões – Instituto da Cooperação e da Língua, responsável por projetos de cooperação.

O Governo entregou hoje na Assembleia da República a proposta de Orçamento do Estado para 2027, antes do prazo previsto por lei.

A proposta de Orçamento prevê um crescimento da economia de 2,3% este ano e de 2,1% em 2027 e contas equilibradas este ano e um excedente de 0,1% em 2027.

A proposta vai ser discutida e votada na generalidade entre 27 e 28 de outubro. A votação final global está marcada para 24 de novembro, após o processo de debate na especialidade.

OE em 10 números: Do crescimento de 2,3% ao salário mínimo nos 970 euros

O Orçamento do Estado para 2027 prevê um crescimento da economia de 2,3% este ano e de 2,1% em 2027, com um excedente de 0,1% do PIB no próximo ano. Entre os principais pontos destacam-se o salário mínimo nos 970 euros e a atualização dos escalões de IRS.

Lusa | 18:39 - 08/10/2026

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